O ACSM (Colégio americano de medicina e esportes) recomendava pelo menos 150 minutos por semana de atividade predominantemente aeróbia de intensidade moderada a forte, 75 minutos de atividade vigorosa ou a combinação de ambos para adultos. Eles também recomendam que o treinamento de força seja realizado pelo menos duas vezes por semana.
Com a pandemia do Covid-19 e o aumento do comportamento sedentário da população mundial, essas recomendações sofreram alterações. Para adultos, de 18 a 64 anos de idade, a recomendação agora é de 150 a 300 minutos de atividade física moderada ou de 75 a 150 minutos de atividade vigorosa por semana. Combinando exercícios cardiovasculares com treinos de força.
O corpo humano possui uma grande capacidade de adaptação funcional e estrutural ao exercício físico intenso. Os homens foram nômades e caçadores durante milhares de anos. Nos últimos tempos, houve uma redução importante da quantidade de atividade física na vida diária, devido aos sistemas de automação no trabalho e ao transporte motorizado.
Uma consequência dessa diminuição do exercício físico no cotidiano foi uma redução da forma física na população do mundo industrializado, com aumento simultâneo do predomínio das doenças cardiovasculares como causa de morte e incapacidade. Isso indica que a mudança para um estilo de vida sedentário pode ser prejudicial para o individuo e potencialmente oneroso para a sociedade. Sem dúvida, os dados epidemiológicos indicam prevenção da doença coronariana e na diminuição da mortalidade por todas as causas, quando o exercício se constitui em uma parte integrante das atividades laborais e de lazer. Ainda, ao melhorar o perfil lipídico do sangue, manter a pressão arterial dentro de limites seguros, e controlar o peso corporal, o exercício físico pode modificar outros fatores de risco. O exercício pode contribuir para o controle do diabetes, pressão arterial, bem como atuar sobre a saúde mental e evitar transtornos psicológicos nos indivíduos.
Dados epidemiológicos e experimentais indicam que é importante que as pessoas participem em programas de exercícios físicos regulares como parte de um estilo de vida saudável. O engajamento em um programa de exercícios regulares, predominantemente aeróbios, que mobilizem grandes grupos musculares, leva a adaptações dos sistemas fisiológicos que mantêm esta atividade física e uma consequente melhora na capacidade funcional, culminando no estado que habitualmente recebe a denominação de forma física.
Um indivíduo em boa forma física tem maior capacidade de tolerar as demandas físicas que fazem parte do cotidiano, enquanto outro que não esteja em forma por vezes terá de interromper a atividade devido à fadiga. Há também a questão da técnica superior e da economia de energia por pessoas já treinadas.
A forma física e a boa saúde não são sinônimos, mas complementares entre si. Enquanto uma boa saúde significa simplesmente a ausência de doenças, a forma física pressupõe energia suficiente para buscar as recompensas da vida e não depender fisicamente de outras pessoas. Na medicina do esporte, considera-se de suma importância a questão de prevenir os efeitos negativos de um estilo de vida sedentário e do envelhecimento. Portanto, a atividade física adequada constitui-se em um componente importante dos regimes terapêuticos para o controle e tratamento da doença coronariana, da hipertensão arterial, da obesidade, das doenças músculo-esqueléticas, das doenças respiratórias e da depressão. A forma física pode proporcionar também sensação de bem-estar e auto-estima.
Para se beneficiar ao máximo da prática, devemos primeiramente passar por uma avaliação física e cardiopulmonar, conhecendo assim as nossas condições físicas e metabólicas para iniciar o treinamento físico.
Com isso, o treinamento poderá ser prescrito nas doses ideais para que se obtenham os resultados desejados. Por isso, recomendamos sempre, que o trabalho com o médico do esporte, professor de educação física e fisiologista do exercício se torne uma realidade para a população. O fisiologista do exercício é o responsável por dosar precisamente cada treino e avaliar os sistemas do corpo para que atinjam seu máximo rendimento. Respeitando, principalmente fatores relacionados à saúde do individuo e evitando também situações de super treinamento que levam à síndrome do Overtraining.
